Plantas medicinais: a cura pela natureza

Plantas medicinais a cura pela natureza

 

Estudos comprovam o que todo mundo já sabe, de tanto ouvir os nossos avós contarem, sobre os efeitos curativos das plantas medicinais. E tal conhecimento não é atual. Vem desde os tempos primitivos da humanidade. E quem desempenhava esse papel nas tribos era chamado de curandeiro. Os primeiros registros históricos datam do período 2838-2698 a.C. quando o imperador chinês Shen Nung catalogou 365 ervas medicinais e venenosas.

Atualmente uma média de 80% da população mundial utiliza ou já utilizou algum tipo de erva medicinal para curar uma doença. O tratamento pela natureza era mais popular até os tempos dos nossos avós. Depois disso as cidades foram tomadas pela proliferação de farmácias e drogarias. Mas ainda hoje a “medicina do mato” é amplamente utilizada pela humanidade para resolver tratamentos urgentes.

Em regiões mais isoladas, as plantas podem ser os únicos recursos existentes para a cura de alguma enfermidade. Quando ocorre a descoberta de uma ação farmacológica em uma planta, ela é classificada como medicinal. E o estudo que pesquisa a cura pelas plantas é chamado de fitoterápico ou herbalismo.

Geralmente as plantas medicinais são indicadas pela experiência própria do povo, já que a medicina moderna não incentiva o seu uso. Por alguma razão os médicos só recomendam o uso de medicamentos produzidos pela bilionária indústria farmacêutica. O contraste é que a maioria dos insumos tem como base o princípio ativo das plantas medicinais.

As formas mais comuns de usar as plantas medicinais são: infusão, decocção, maceração, compressa, inalação, xarope, emplastro, banho e gargarejo. Em alguns tipos de plantas a sua utilização como chás não resolve e ainda prejudica a ação curativa. Porém algumas substâncias farmacológicas naturais se destacam bem como as mucilagens, flavonóides, óleos essenciais e taninos.

As mucilagens têm poderes laxativos, expectorante e cicatrizante; os flavonóides possuem ação anti-inflamatória; os óleos essenciais têm poder cicatrizante, bactericida, analgésico e relaxante; os taninos possuem ação antimicrobiana e ação adstringente.

Cuidado na utilização

Existe a falsa ideia de que as plantas não causam riscos ou que tenham riscos menores em sua utilização. Isso acontece porque nunca houve um estudo específico sobre alguns tipos de plantas. Mas há estudos que comprovam a eficácia de inúmeras outras plantas medicinais, revelando os seus princípios ativos fitoterápicos. Daí surgem os variados produtos naturais curativos que existem no mercado.

Os estudos fitoterápicos são realizados por diferentes pesquisadores e laboratórios ao redor do mundo, que avaliam os benefícios, a eficácia e a dosagem segura quanto ao uso de uma determinada planta. Usar plantas medicinais sem conhecimento pode ser perigoso, colocando a sua saúde em risco.

Atenção redobrada às gestantes

Algumas plantas têm alto poder abortivo, como é o caso do boldo (Peumus boldus), da Carqueja (Baccharis trimera) e da Sene (Cassia angustifolia). Pesquisadores da USP fizeram um estudo com base em 48 gestantes com casos semelhantes de abortos após o uso dessas plantas. Elas empregaram o uso das plantas medicinais com o objetivo de tratar dores estomacais ou digestivos (53%), resfriados (23%), cólicas menstruais (4%) ou para menstruar (2%), mas consequentemente abortaram. Portanto, muito cuidado!

Pesquisa da USP: https://www.scielo.br/pdf/rbpm/v15n4s1/18.pdf

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